O texto abaixo foi escrito para o Blog da Procenge e foi publicado também no TI Bahia. É o primeiro texto assinado como assinado como Líder de Design. 😇

Homem de braços cruzados, camisa azul, usa óculos e sorri. Seus cabelos e barba são castanho escuro

Hoje no Brasil, 10,53% da população está acima dos 65 anos1 e cerca de 24% dos brasileiros são pessoas com deficiência (PCD)2, independente do grau. É ingênuo imaginar que essa parcela da população é incapaz de trabalhar e atuar profissionalmente, inclusive utilizando algum sistema. Com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em agosto de 2009, o mundo passou a levar em consideração as demandas desses públicos também, incluindo a construção de softwares.

Um consórcio internacional formado por 450 empresas chamado W3C (World Wide Web Consortium) fundada em 1994 se tornou responsável por estabelecer os padrões utilizados na construção de aplicações web. Um dos pontos levados em consideração é a acessibilidade para esses e outros públicos. Esse consorcio desenvolveu o Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), guia de diretrizes e recomendações que fundamentam a construção de conteúdos digitais e recomendações para o desenvolvimento de softwares inclusiva e acessível.

Ao falar de usabilidade, o mercado leva muito em consideração as leis ou 10 regras heurísticas que Jacob Nielsen trouxe nos anos 1990. Essas diretrizes determinam o mínimo que um bom sistema deve ter para ter boa usabilidade e consequentemente, melhorar a experiência e atingir fortemente a acessibilidade. Há outros padrões, porém essas regras são as mais difundidas. Elas se propõem a garantir que os usuários consigam atingir seus objetivos mais facilmente, evitando ruídos entre o usuário e o software.

Os ganhos de um software construído com uma boa usabilidade são inúmeros:

  • assertividade na entrega;
  • melhores índices de desempenho;
  • redução de erros, e;
  • satisfação do usuário.

Na Procenge, empresa de tecnologia de informação cujo principal produto é o Pirâmide 360, uma plataforma de gestão com um poderoso ERP embarcado, os aspectos da usabilidade são tratados muito seriamente.

Há uma preocupação constante, por exemplo, com usuários com problemas de visão e daltônicos. A empresa segue rígidas regras para evitar entregar baixa acessibilidade ou usabilidade para usuários com esse perfil. Entre elas estão a atenção aos baixos contrastes na utilização das cores e o uso de teclas de atalho no teclado que facilitam o acesso a determinadas regiões do software. Há, ainda, a preocupação permanente com a mobilidade e a adaptação do software já que hoje existem diversos tamanhos de telas onde Piramide 360 pode ser usado.

Antes de fazer alguma mudança ou lançar alguma funcionalidade, a equipe de testadores e de analistas de negócios da Procenge realizam testes que garantem que nada esteja fora das regras de funcionamento e do modelo de negócio do ERP. Com os usuários, há a navegação assistida e entrevistas recorrentes após apresentação da ideia. Eles são os tomadores de decisão final do software. Há, ainda, um constante feedback a fim de entender os pontos de dores que chegam até a empresa de TI de diversas formas: por meio do atendimento ao usuário, por e-mail e através de encontros programados entre equipes internas e o cliente/usuário.

Ainda existem empresas que ainda não levam em conta a usabilidade para desenvolver seus produtos e serviços. Um dos principais resultados dessa falta de consideração por algo tão fundamental é o prejuízo financeiro, fora atraso nas entregas, dificuldade de resolução de problemas por parte do usuário, entre outros. Produtos e serviços são feitos para serem utilizados por usuários reais, por pessoas comuns, com habilidades distintas e limitações de toda ordem. A falta de usabilidade causa desinteresse e, principalmente, desistência de uso do sistema, sem falar da reputação negativa que pode causar para a empresa junto ao mercado.